Fazenda dos Cristais, Cachoeira de Santo Antônio e Morro Vermelho – Sabará e Caeté
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Fazenda dos Cristais, Cachoeira de Santo Antônio e Morro Vermelho – Sabará e Caeté

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A dica de passeio dessa semana é o Circuito – Fazenda dos Cristais, Cachoeira de Santo Antônio e Morro Vermelho, iniciando e terminando em Sabará.

Essa trilha para nos foi um desafio, devido ao tempo chuvoso, que nos fez abortar por duas vezes, a quantidade de subida e uma corrente quebrada.

Iniciamos o passeio de 60 km, em Sabará, no Centro de Atendimento ao Turista e seguimos em direção a Estrada Real. A partir daqui, pegamos a rua “fogo apagou” e seguimos em direção ao Arraial Velho de Sant’Ana. Chegamos ao Arraial Velho, que foi fundado em 1700 pelo Bandeirante Borba Gato. O local ainda guarda um ar bucólico e um grande patrimônio histórico, a Igreja de Sant’Ana que foi construída no início do Século XVIII. Aproveitamos para tomar um fôlego, pois a partir desse ponto sabíamos que a subida seria constante e íngreme. Deixamos o Arraial Velho para trás e iniciamos uma subida com destino a Fazendo dos Cristais.

Quase chegando na Fazendo dos Cristais, passamos pelo antigo “registro” – uma construção feita de pedras que funcionava como posto de fiscalização na época do Ciclo do Ouro.

Registros do Século XVIII em Minas Gerais – Para controlar a saída do ouro e cobrar os direitos de entrada sobre os artigos de consumo da região mineira foram criados, por volta de 1700, os registros. Importantes mecanismos de arrecadação tributária, os registros funcionavam como alfândegas e ficavam em pontos estratégicos para a realização das travessias dos rios e entre os limites das capitanias ou no interior das comarcas, sendo estabelecidos conforme o aumento dos descaminhos e do contrabando do ouro. Os registros não eram fixos, podendo ser transferidos de uma região para outra, para o melhor controle das passagens. Para auxiliar a boa arrecadação dos direitos e a fiscalização, os registros seriam guardados por soldados, que também ajudariam na instalação dos novos registros e no acompanhamento das cobranças.

1 km após o Registro, chegamos na Fazenda dos Cristais. Esta fazenda já foi a maior da região, Já teve exploração de Ouro e muitos escravos. Até bem pouco tempo ainda era possível entra no local onde funcionava a Senzala. Retornamos ao Registro e iniciamos uma sequência de subida desafiantes.

Faltando algumas subidas, a corrente da bike da Cris, quebrou e para o nosso azar, exatamente no dia anterior, havia tirado as chaves da minha bolsa de ferramenta. Pois é não adianta reclamar… tem que levar as ferramentas básicas para a trilha!

Decidimos caminhar, empurrar ou “banguelar” até Morro Vermelho, pois tínhamos a esperança de encontrar algum ciclista que tivesse uma chave de corrente. Próximo a entrada da trilha para a Cachoeira de Santo Antônio, encontramos os “anjos da bike” Igor e Bruno que se prontificou a nos ajudar a resolver a pendenga. Em menos de 5’ após a ajuda dos “anjos”, já estávamos de volta ao jogo. Animados e confiantes, decidimos ir até a Cachoeira de Santo Antônio.

Esse trecho são 16 km ida e volta, sendo a ida em declive e a volta em aclive. Como havia chovido no dia anterior, tivemos que atravessar poças de lama… pura diversão. A medida que vai chegando próximo a cachoeira a trilha fica mais técnica. Chegamos a cachoeira que estava excepcionalmente sem ninguém e com um volume de água que a muito anos não víamos. Contemplamos, nadamos, fizemos um lanche e tiramos muitas fotos.

Os 8 quilômetros de retorno a estrada principal foi rápido e agradável. Terminamos a subida e iniciamos uma grande descida até o centro da Vila de Morro Vermelho – mais um dos lugares pitorescos de Minas Gerais, que ainda guarda muitas referências do Século VXIII. Uma delas é a Igreja de Nossa Senhora de Nazaré – muita bela!

De Morro Vermelho até Sabará, são 22 km, seguindo pela Estrada Real. O percurso é predominantemente em descida, muito arborizado e bem agradável. Chegamos a Sabará, percorremos um pequeno trecho urbano e terminamos o passeio no Centro de Atendimento ao Turista.

A sensação de conquista foi muito legal, pois essa rota se apresentou como um pequeno desafio para nos.

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Um abraço,

Casalazer Helder&Cris

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