Fazenda Jagoara Velha – Matozinho
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Fazenda Jagoara Velha – Matozinho

O conjunto rural teve sua construção iniciada ainda no século XVIII, no período de navegabilidade do Rio das Velhas, tendo se tornado um importante empório rural e fluvial em Minas Gerais. Em 1787, D. Maria I decretou o “Vínculo da Jaguara”, composto por oito fazendas inalienáveis (a sede era a Fazenda da Jaguara) impondo a reversão de 80% dos lucros para ações beneficentes. O Vínculo foi extinto em 1860 e, no segundo quartel do século XX, a Fazenda foi adquirida pelo engenheiro inglês George Chalmers, então diretor da Mina de Morro Velho. Chalmers foi o responsável por muitas melhorias e modernizações, mas também por algumas demolições, acréscimos na casa sede, vendas e doações do acervo artístico, como os altares, balaustradas, peças sacras e mobiliário da capela. Inclusive, uma das peculiaridades desse conjunto rural é que a edificação que mais se destaca não é a casa sede, mas as imponentes ruínas dessa Capela de Nossa Senhora da Conceição, construída na década de 1780 com proporções e apuro de matriz paroquial, em alvenaria de pedras e duas torres sineiras. O retábulo-mor, altares laterais e coro, que foram retirados e hoje se encontram distribuídos em igrejas da região, têm fatura atribuída a Antônio Francisco Lisboa. As estruturas das ruínas estão escoradas com peças metálicas. A construção da casa sede se deu em etapas, identificáveis pela diferenciação dos vãos, desníveis de piso e acréscimos no telhado. Chalmers anexour um escritório aos fundos, cujo volume sobressai do corpo da casa, e implantou um telhado elevado que forma uma espécie de claraboia, além de um apartamento com alpendre perpendicular a esta mesma fachada. Muitas edificações foram arruinadas ou demolidas, como as casas de empregados, senzalas, armazéns, paiol, engenhos e rancho de tropas.

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